William Bonner tem mesmo autoridade moral para posar de super-herói do jornalismo?

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O desempenho diante das sabatinas aos presidenciáveis alçou o jornalista William Bonner a superstar das redes sociais. Seria Bonner um superstar do jornalismo maroto?

william bonner

Artigo de Luiz Carlos Azenha

William Bonner está assumindo o papel de garoto-propaganda da criminalização da política. Ao criminalizar a política, fazendo dela algo sujo e com o qual não devemos lidar, ganham as grandes corporações midiáticas. Quanto mais fracas forem as instituições, mais fortes ficam as empresas jornalísticas para extrair concessões de todo tipo — do Executivo, do Legislativo, do Judiciário.

A postura supostamente independente de Bonner, igualmente agressivo com todos os candidatos, faz parecer que as Organizações Globo pairam sobre a política, que nunca apoiaram a ditadura militar, nem tentaram “ganhar” eleições no grito. Que os irmãos Marinho não fazem politica diuturnamente, com lobistas em Brasília. Que os irmãos Marinho não tem lado, não fazem escolhas e nem defendem com unhas e dentes, se preciso atropelando as leis, os seus interesses. Como em “multa de 600 milhões de reais” por sonegar impostos na compra dos direitos de televisão das Copas de 2002 e 2006 (veja aqui, aqui e aqui).

Na entrevista com Dilma, Bonner listou uma série de escândalos. Não falou, obviamente, de escândalos relacionados à iniciativa privada, nem em outras esferas de governo. Dilma poderia muito bem tê-lo lembrado disso, deixando claro que a corrupção é uma praga generalizada, inclusive na esfera privada, envolvendo entre outras coisas sonegação gigantesca de impostos. Mas aí já seria coisa para o Leonel Brizola.

Para quem não conhece Leonel Brizola vai aqui dois momentos memoráveis.
Leonel Brizola detonando Roberto Marinho ao vivo na Rede Globo durante debate.

Cid Moreira lendo constrangido o direito de resposta de Leonel Brizola no Jornal Nacional

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