Professores são profissionais de segunda categoria?

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Estou só observando a cara-de-pau de quem fica horrorizado porque 500.000 estudantes tiraram nota ZERO na redação do ENEM, mas não valoriza o profissional de Letras. Eu já escutei amigo meu dizendo que qualquer um pode dar aula de português. O resultado disso está aí. Enquanto os professores de Línguas e Literatura continuarem sendo tratados como profissionais de segunda classe, nada vai mudar.

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Recentemente, um amigo médico – que é doutor sem precisar se esforçar para concluir um doutorado – menosprezou a pesquisa científica na área de Letras. Dentre outras coisas, insinuou que 1 artigo científico escrito por ele vale muito mais do que 10 artigos escritos por mim, reles doutorando em Estudos Literários. Enquanto isso, milhares de pessoas sofrem casos de intoxicação por tomarem remédios ou doses erradas, porque nem elas nem os funcionários das farmácias compreendem os garranchos dos “doutores”. Só posso concluir que faltam aulas de língua portuguesa nas faculdades de medicina. Aulas no nível de alfabetização, com cadernos de caligrafia – aqueles com linhas para definir limites entre as minúsculas e as maiúsculas.

E a incapacidade de dominar a norma culta da língua portuguesa é generalizada. Muios graduados e pós-graduados cometem erros primários. Isso vai mudar quando os professores forem socialmente tão valorizados quanto engenheiros, médicos, advogados e outros profissionais.

Valorize o seu professor.

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