Professor da UFES é acusado de racismo contra alunos cotistas

0
384

Professor do Departamento de Economia da UFES teria dito em sala de aula “Eu detestaria ser atendido por um médico ou advogado negro”. Alunos repercutem o fato nas redes sociais.

manoel luiz

O professor Manoel Luiz Malaguti Barcellos se apresenta da seguinte maneira na plataforma Lattes:

Possuo graduação em Ciencias Economicas pela Universidade Cândido Mendes(1974), mestrado em Economia pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul(1978) e doutorado em Teoria Economica pela Universite de Picardie-França(1992). Atualmente sou professor titular da Universidade Federal do Espírito Santo.

Mesmo sendo detentor de tamanha erudição o professor é acusado de racismo pelos alunos da turma 2014/01 do curso de Ciências Sociais. Segundo publicação postada pelo Centro Acadêmico Livre de Ciências Sociais da UFES no Facebook, o professor no dia 03/11/2014 teria proferido durante uma aula a seguinte frase:

“Eu detestaria ser atendido por um médico negro ou advogado negro”

Segundo os presentes ele teria justificado sua frase com a seguinte explicação:

“Tenho dificuldade em adaptar minha linguagem culta para explicar conteúdos para uma turma incapaz, onde há presença de alunos cotistas, que não possuem capacidade de interpretação de termos complexos”

Em entrevista ao portal Gazeta Online o professor tentou buscar argumentos científicos que justificassem sua fala em sala de aula. Confira no vídeo:

ALUNOS QUESTIONAM A POSTURA PROFISSIONAL DO PROFESSOR EM OUTRAS SITUAÇÕES
post sobre o professor
detona professor

racismo_professor05_11_2

 

O desembargador Willian Silva entrou com uma representação criminal junto ao Ministério Público Federal (MPF-ES), nesta terça-feira (4). De acordo com o magistrado, a fala de Manoel Luiz Malaguti configura crime de injúria racial, com base no artigo 140 do Código Penal.

 

O desembargador afirmou que, a partir do momento em que o professor fez a declaração, ele colocou o negro em condição de inferioridade. “Eu peguei o jornal e li a afirmação de que ele ‘detestaria ser atendido por um médico negro’. Por causa disso, entrei com a representação. Eu, como negro, me senti ofendido e parte legítima para acionar o MPF”, falou Silva.

Segundo o desembargador Willian Silva, a afirmação de Malaguti configura crime de injúria racial. “Eu não só percebi algum crime na fala dele. Ele realmente praticou crime. Infelizmente, não se trata de racismo, que teria punições mais severas. Mas a declaração dele se encaixa perfeitamente no artigo 140 do Código Penal, que é injúria racial”, afirmou.

Comentários

Comentários