Padre Fabio de Melo pode ser expulso da Igreja Católica

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Após repercussão da postagem em defesa da União Civil entre pessoas do mesmo sexo, a permanência do Padre Fabio de Melo na Igreja está seriamente ameaçada

padre fabio de melo

Ao contrário do que muitos líderes religiosos têm feito nas redes sociais, disseminando suas opiniões homofóbicas por meio de citações bíblicas, o Padre Fábio de Melo, da Igreja Católica, deu sua opinião sobre a união civil de casais do mesmo sexo. E o que ele falou pode ser bastante revelador (e inesperado) para muitas pessoas.

No entanto, ao tomar esta atitude o padre se tornou alvo dos setores mais conservadores da Igreja que já se articulam pedindo a excomunhão do líder religioso.

O Padre usou sua conta do Twitter neste domingo, dia 12 de abril, para dar sua opinião.

A união civil entre pessoas do mesmo sexo não é uma questão religiosa. Portanto, cabe ao Estado decidir. O Estado decide através dos que são democraticamente eleitos por nós. São eles que propõem, votam e aprovam as leis. Aos líderes religiosos reserva-se o direito de estabelecerem suas regras e ensiná-las aos seus fiéis. E isto o Estado também garante. Se sou cristão católico, devo observar o que prescreve a minha Igreja. Lembrando que o cristianismo é uma Lei inscrita na consciência. As igrejas não podem, por respeito ao direito de cidadania, privar as pessoas, que não optaram por uma pertença religiosa, de regularizarem suas necessidades civis. Se duas pessoas estabeleceram uma parceria, e querem proteger seus direitos, o Estado precisa dar o suporte legal. São situações que não nos competem. A questão só nos tocaria se viessem nos pedir o reconhecimento religioso e sacramental da união. Portanto, vale a regra de Jesus: “Dai, pois, a César o que é de César, e a Deus o que é de Deus!” Mc 12, 17.

No ano passado, o padre Roberto Francisco Daniel, conhecido como Padre Betoacabou excomungado pela Diocese de Bauru, no interior de São Paulo. O motivo foi a defesa que ele fazia do casamento entre pessoas do mesmo sexo.

 Dias antes da excomunhão, o padre Beto já havia anunciado que deixaria a igreja porque “não é possível ser cristão em uma instituição que cria hipocrisias e mantém regras morais totalmente ultrapassadas da nossa época e do conhecimento da ciência”, disse.

Setores mais radicais da Igreja Católicas estariam exercendo pressão sobre a Arquidiocese de São Paulo para que o padre Fabio de Melo seja censurado sobre temas avessos ao doutrinamento católico, e em caso de persistência na desobediência que seja aplicado a mesma punição do padre Beto. Pelo visto, até o momento o padre Fabio não recuou de seus pontos de vista e mostra um não-intimidamento. Até quando?

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