A decadência de Silas Malafaia até entre os evangélicos

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Silas Malafaia, o pastor eletrônico que já foi um ícone dos evangélicos no Brasil está perdendo prestígio e influência devido as contradições e super exposição na mídia. 

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O pastor Silas Malafaia nas últimas décadas vem ampliando gradativamente seus espaços comprados na TV aberta. Justifica sua necessidade exibicionista no argumento que o bom cristão deve levar adiante a palavra do Senhor. No entanto, se observarmos bem seu modelo de negócio, perceberemos que Jesus surge apenas como a grife dos produtos comercializados em seus programas.

O custo mensal de Silas Malafaia com o arrendamento de espaços televisivos é da ordem de R$ 10 milhões. Ao ano são investidos R$ 120 milhões. Só na última década foram investidos R$ 1,2 bilhão. Este montante de recursos é custeado por telespectadores que se sentem compadecidos com os pedidos de oferta financeira, e dos que adquirem livros, CD´s e DVD´s da Central Gospel (empresa em que o referido pastor comercializa produtos com a grife de Jesus).

Não é necessário ser um grande analista financeiro para perceber que R$ 1,2 bilhão é um volume de recursos extremamente vultuoso. Só que nenhum empreendedor trabalha por tanto tempo na base do zero a zero. É necessário ter lucro nas operações para continuar a existir num mercado, seja ele qual for, ainda mais no caso do mercado dos pastores eletrônicos que promovem verdadeiros leilões para adquirir espaços na TV aberta do Brasil. Desta maneira, o valor de R$ 1,2 bilhão pode ter sido multiplicado por três ou quatro vezes.

A relação custo/benefício passa a ser questionada. R$ 4 bilhões é um valor razoável para falar sobre Jesus durante 30 minutos semanais em canais de TV? Este volume de investimentos não lograria maior êxito se ao invés de ter como intermediário o pastor Silas Malafaia, tivesse ido direto para pessoas que voluntariamente levam a palavra do cristianismo em missões evangelizadoras?

Quem tem mais autoridade espiritual: Um pastor dentro de um estúdio de TV com ar condicionado? Ou um missionário que pessoalmente bate na porta de alguém nos rincões deste país para falar sobre um Jesus vivo, e não um Jesus que é grife de livros, CD´s e DVD`s de uma empresa privada com fins lucrativos?

A atitude raivosa que demonstra na TV durante debates sobre questões políticas e/ou humanísticas não reflete necessariamente suas convicções cristãs, e sim o desejo de alcançar mídias espontâneas nos veículos de comunicação tradicionais e compartilhamentos nas redes sociais. Desta maneira se cristaliza como garoto-propaganda de um cristianismo revestido de ódio e perseguição. Na linha do “amai-vos uns aos outros, desde que se amem a nossa maneira”.

Raul Seixas quando adentrou na sociedade alternativa nem sequer imaginou que alguém pudesse metamorfosear a opinião tão bem quanto o pastor Silas Malafaia. Nestas eleições presidenciais começou a campanha como garoto-propaganda do Pastor Everaldo. Quando viu que seu apoio fez o candidato perder 3% das intenções de voto, partiu para apoiar Marina e a mesma passou a recuar nas pesquisas. Tem sido como um escanteio. Quando ele corre pra um lado todo mundo corre para o outro. Até mesmo os evangélicos.

A estratégia de conquistar o Brasil por meio de uma super exposição midiática falhou. Acabou criando um cansaço de sua imagem. Pior ainda foi o fato de as redes sociais se tornarem um banco de informações rapidamente acessíveis e compartilháveis, desta maneira as incoerências ficam mais visíveis e risíveis.

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