Saiba como está Hilda Furacão. Do glamour a cadeira de rodas …

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Com 83 anos Hilda Furacão está abandonada num asilo em Buenos Aires. Da cama para a cadeira de rodas numa rotina monótona de quem espera a morte consumida em solidão.

hilda furacão

Ela ficou conhecida do grande público em 1998 a partir de uma minissérie da Globo. A história da mulher da elite que trocou o conforto e a moral da tradicional família mineira pela boemia e a prostituição fez enorme sucesso na TV e rendeu milhões ao autor do livro (Roberto Drummond) e a TV Globo. Mas e para a personagem que inspirou a história? O que sobrou? O abandono e a miséria.
A verdadeira personagem batizada Hilda Maia Valentim, está viva, com 83 anos. Solitária, mora em um asilo, o Hogar Guillermo Rawson, no Bairro Barracas, em Buenos Aires. Quem paga as despesas é o município portenho. Não há mais o glamour e o luxo dos tempos dourados na capital argentina, nem resquícios da vida na zona boêmia de Belo Horizonte, que a tornou famosa nos anos 1950.

Da cama para a cadeira de rodas. Empurrada por enfermeiros, rumo a uma sala-refeitório onde há uma TV. Lá ela passa a manhã e almoça. À tarde, lanche. À noite, jantar. No avançar das horas, a volta para a cama. Na cabeceira, sobre uma espécie de criado-mudo – um pequeno armário do tipo comum a hospitais –, um velho caderno grande, preto, de capa dura. Dentro, recortes da vida passada, do grande amor, o atacante e goleador Paulo Valentim. Vez ou outra, antes de dormir, ela dá uma folheada. Relembra os bons tempos, os momentos românticos. Essa é a rotina diária da octogenária Hilda Furacão ou Hilda Maia Valentim.

Os tempos da zona boêmia, do Hotel Maravilhoso, na Rua Guaicurus, não existem na memória dela. “O meu apelido, de Furacão, é antigo, porque eu era brigona. Se mexessem comigo estourava, discutia, queria bater. Sou assim desde pequena.”
Veja neste vídeo como ela está atualmente.

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