Acesso ilimitado a internet será a alternativa para ressocializar e integrar os presos a sociedade. Tablets e smatphones serão o portal para o mundo além das grades.

É isso mesmo. O Brasil pode ser o primeiro país do mundo a liberar o acesso a internet para presidiários. A estratégia é fazer com que o preso seja privado apenas da liberdade. Segundo o autor do projeto “Liberdade pra Dentro da Cabeça”, o deputado federal Paulinho do Sindicato (PT-AM), “é certo, que o delinquente deve ser penalizado pelo crime que cometeu, contudo, a pena tem por função principal a ressocialização do delinquente e não a destruição de sua vida”.

O projeto “Liberdade pra Dentro da Cabeça” sugere que por meio da internet os presos podem fazer cursos profissionalizantes, acompanhar o crescimento dos filhos, conhecer a realidade política e econômica brasileira e sobretudo ter assegurada a saúde mental durante o cumprimento da pena. Paulinho do Sindicato acredita que o sistema prisional brasileiro causa a debilidade mental dos prisioneiros por deixá-los sem estímulos cognitivos durante os longos períodos de confinamento.

Caso seja aprovado cada preso terá direito a um tablet ou smartphone com acesso ilimitado a internet para estabelecer sua conexão informativa com o mundo. A Comissão de Direitos Humanos ofereceu parecer favorável ao projeto. O deputado federal Paulinho do Sindicato afirma que “não estamos defendendo que o apenado não deve arcar com as consequências dos seus atos, mas que deve o Estado propiciar ao apenado uma vida digna, dando-lhe uma forma de mudar e melhorar.

Com 294 votos favoráveis entre os deputados federais existem grandes chances de o projeto ser aprovado no Congresso no primeiro semestre do corrente ano. E  custo do projeto é de R$ 18 bilhões. Com este valor seria possível construir 560 hospitais públicos com cerca de 8.500m² de área construída, com todas as dependências necessárias para atender a uma população de 40 mil pessoas, com 160 leitos, sendo 12 para UTI, pronto-socorro, triagem, farmácia, cozinha, lavanderia, ou seja, com toda a estrutura necessária, custaria a preços normais sem superfaturamento ou desvios, R$ 14 milhões, já contabilizando os custos com central de ar condicionado, rede elétrica, telefônica, água e esgoto.

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