O maior templo da Igreja Universal pode ser demolido

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Com suspeitas de fraudes nos alvarás e descumprimento de normas técnicas o Templo de Salomão pode ser demolido. A demolição do maior templo da Igreja Universal pode representar o começo da ruína de um império.

templo

A construção da nova sede da Igreja Universal, prestes a ser inaugurada, é alvo de investigação do Ministério Público paulista sob suspeitas de irregularidade. Denúncias apontam que o maior espaço de culto religioso do país – quatro vezes maior que o Santuário de Aparecida – teria sido erguido com um alvará de reforma, e não de construção.

Concedido em outubro de 2008 durante a gestão Kassab, pelo antigo Departamento de Aprovação de Edificações (Aprov), o alvará de reforma teria livrado a Igreja Universal de pagar 5% do valor da obra, além de fazer melhorias no entorno, como é previsto em um alvará de construção. Como a obra foi orçada em R$680 milhões, o custo que a igreja de Edir Macedo teria que pagar seria de R$35 milhões.

Em entrevista à rádio CBN, o promotor que que encabeça as investigações, Maurício Antônio Ribeiro Lopes, apontou uma consequência ainda mais grave: caso sejam comprovadas as suspeitas de fraude nos alvarás, 40% da área total do terreno teria que ser destinado à moradia popular. Isto é, parte do templo teria que ser demolido.

Isso por que, segundo o promotor, o terreno estava em uma área industrial, havia um estudo de tombamento e ainda é considerado uma ZEIS (Zona Especial de Interesse Social). Como se trata de uma construção e não de uma reforma, uma irregularidade no alvará obrigaria a Igreja Universal a cumprir a lei e ceder parte do terreno.

Quem concedeu o suposto alvará fraudulento foi Hussen Arab Assef, ex-diretor do Aprov e suspeito de enriquecimento ilícito e irregularidades na aprovação de empreendimentos imobiliários.

O promotor afirmou que as documentações relacionadas ao caso já foram solicitadas tanto para a Prefeitura quanto para a igreja de Edir Macedo. Apesar das suspeitas, Lopes disse que há indícios mas que ainda não são suficientes para o dar convicção de que houve fraudes.

FONTE: SPRESSO SP

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