Diário de um Imigrante em Dublin – Cap: 11 – Imigração e Off Licence

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Dublin já tinha me proporcionado inúmeras experiências, mas eu ainda precisava carimbar de fato o passaporte.

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Eu já havia sentido bastante frio, arrumado meu apartamento definitivo, conhecido alguns pubs excelentes, “comemorado” meu aniversário,  já tinha vivenciado o St. Patrick’s Day, estava estudando regularmente e já tinha ido trabalhar dois dias na Keelings. Apesar de tudo isso minha situação ainda não estava regularizada. Estava chegando o prazo limite quando finalmente reuni todos os papéis necessários para ir na imigração requerer o meu visto.

Agência de Imigração em Dublin
Agência de Imigração em Dublin

Alguns amigos já haviam conseguido e pelo o que eu andei escutando não era nada muito complicado. Eu ia levar meus papéis, responder uma ou outra pergunta simples e pronto. Mas eu não estava tão tranquilo, afinal como já citei anteriormente sou um cara que o Murphy adora sacanear.

Chego na imigração, pego minha senha e sento para aguardar a minha vez. Havia muitas pessoas na minha frente, mas pelo menos acabei conhecendo outros brasileiros, o que descontraiu e me deixou mais calmo. Depois de quase duas horas chamam o meu número. Assim como na imigração do aeroporto, quando cheguei na cidade, foi tudo muito tranquilo. Esperei mais uns 15 minutos para pegar meu GNIB (documento oficial do governo irlandês que prova que você está legal no país) e fui embora. Confesso que achei estranho eu não ter tido nenhum problema até então. Mal sabia eu que algumas semanas mais pra frente Murphy ia finalmente bater na minha porta…

A alegria de conseguir o visto é imensa. A minha impressão, e acho que de todos, é que só agora a vida na Irlanda começa de fato. Emprego, viagens, bebidas… tudo passa pela cabeça nesse momento.  Peguei o rumo de casa admirando aquele lindo dia nublado típico de Dublin, com um pensamento na cabeça: “chegando em casa vou tomar uma cerveja.”

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Na Irlanda os lugares que vendem bebida alcoólica chamam-se “Off Licence” e para a nossa sorte havia uma muito perto do nosso prédio. Havíamos parado de sair (como dito no texto anterior) mas não parado de beber, é claro. Pão, bacon, salsicha, miojo e cerveja não podem faltar nunca.

O preço era um dos atrativos. Era normal encontrarmos promoção de Budweiser ou Carlsberg, duas excelentes cervejas. Normalmente comprávamos oito latões de 500 ml por 10 euros

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A variedade de marcas era enorme. Já encontramos vendendo até Brahma em outra Off Licence, mas por motivos óbvios preferimos não comprar. Devido a essa variedade decidimos botar em prática uma ideia que tivemos na nossa primeira semana de Dublin: fazer uma coleção de marcas diferentes de qualquer bebida que comprássemos. Não importava se fosse cerveja, vodka, vinho, cachaça ou cerveja amanteigada. Se fosse uma marca diferente e se fosse consumida na nossa república, iria para a coleção. Arrumamos uma estante voltada unicamente para esse propósito.

Com o tempo ela foi ficando tão bonita…

Cheers

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